Artigos › 04/01/2018

Recomeçar é preciso

É tempo de renovar as esperanças, fazer novos planos, traçar metas em todas as áreas de nossa vida. Com certeza, Deus nos reserva muitas graças e nos quer felizes, mas pelo livre arbítrio que nos concedeu, tudo dependerá do nosso esforço pessoal e disciplina. Sempre é possível avançar mais rumo àquilo que Deus pensou para nós e Jesus veio revelar: uma vida plena e abundante.

Que tal começar pela família?

A Igreja sempre reconheceu e exaltou a importância da família para a construção de uma sociedade equilibrada, justa e fraterna. O beato João Paulo II a descrevia como a célula-mãe da sociedade e a conclamava a ser um santuário de amor, uma pequena Igreja doméstica.

Mas, atualmente, um dos grandes desafios que ronda as famílias é a influência negativa, especialmente pela mídia pejorativa, que geralmente mostra situações desastrosas, conflitivas e problemáticas, escamoteando as relações saudáveis que possam servir de estímulos para a construção de uma relação verdadeira. Por isso, neste artigo, abordo alguns pontos que são essenciais para uma vida em família plena em Cristo.

Começamos pelo casal, que é o alicerce da família e precisa estar unido para que a convivência dê certo.

# Invistam na relação a dois. Mesmo tendo filhos, não relaxem na atenção e no cuidado de um para com o outro. O que mais machuca duas pessoas envolvidas numa relação, marido e mulher, e que vai arranhando o amor, é a desconsideração. O amor se traduz em gestos concretos, por isso alimentem diariamente o amor com atenção, carinho e afeto.

# Priorizem o relacionamento. Não espere do outro as mudanças, mude você, busque o diálogo verdadeiro e não a cobrança. Não aponte os erros, os defeitos, mas valorize as qualidades. Dialogue muito. Converse sobre tudo.  Não coloque pedras sobre mágoas, abra o coração ao outro e desabafe.

A confiança, o respeito, a fidelidade e o diálogo sincero e transparente são essenciais ao relacionamento. Toda união bem-sucedida apresenta essas características.

# Perdoem-se sempre. O perdão é o remédio para a cura espiritual do ser humano. O perdão liberta e devolve a paz. Ao se perdoarem sobre algo que os magoou e acertarem como devem agir a partir daí, não toquem mais no assunto.

# Reservem um tempo sozinhos. Pelo menos uma vez por semana, criem o hábito de sair, ir ao cinema. A correria do dia a dia e as dificuldades financeiras podem acabar com o romance, então se arrumem um para o outro e saiam para namorar.

# Mantenham o respeito. Busquem focar a atenção naquilo que os une, nos pontos comuns. Rezem um pelo outro e busquem seguir com o olhar para o mesmo horizonte. O sucesso ou o fracasso da relação depende de quem faz parte dela, ou seja, o casal. “Não abandonem o barco antes de começarem a remar”. Não desistam na primeira dificuldade. Sejam persistentes e façam tudo o que puderem para sempre reavivar a chama do sentimento que um dia fez com que quisessem passar a vida inteira juntos.

# Maridos. “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Ef 5, 25a-28).

# Esposas. “Vós, esposas, estais sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, com profundo respeito” (1 Pedro 3:1,2).

# Pais. Os filhos são um presente que Deus confia aos pais para serem amados e educados. Quem ama, corrige. “Educa a criança no caminho em que deve andar até a velhice e ela não se desviará dele” (Pr 22,6).

# Não esqueça que os filhos precisam de limites, de regras de comportamento. Brigas, gritos, agressões nada tem a ver com autoridade, pois ela está na serenidade, no amor, na firmeza com que aplicam a disciplina e colocam limites. Um tratamento duro e crítico quase sempre resulta em maior rebeldia.

# Dialogue sempre com seus filhos. Sobretudo, especialmente, o perigo das drogas, bem como namoro e gravidez. De forma sutil, fique atento às amizades, aos lugares frequentados, às páginas visitadas na Internet. Procure acompanhar os passos dos jovens, porém sem parecer um guarda-costas.

# Não economize carinhos. Abrace com frequência os filhos; digam “eu te amo”, elogiem quando merecerem. Falem do amor de Deus e da misericórdia de Jesus. Coloquem, no coração dos filhos, os valores do Reino de Deus. Reze sempre por eles e com eles.

# Filhos. Obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor (Cl 3, 20). Ouçam, respeitem e prestem assistência aos pais na velhice como aconselha o Livro dos Provérbios: “Dá ouvidos a teu pai, àquele que te gerou e não desprezes tua mãe quando envelhecer (Pr 23, 22)’’.

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